“A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

Paulo Freire

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

7º e 8º - FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

Frase é cada uma das unidades da fala que expressam uma ideia, uma emoção, uma ordem, um apelo, enfim, um enunciado de sentido completo que estabelece comunicação.
“Música, maestro!”
“Bem-vindas as bandas de rock e as amantes da MPB.”
“Na Paraíba nasceu Ariano Suassuna, autor de O Auto da Compadecida.”

Observe que a frase pode ou não se organizar a partir de um verbo, o que caracteriza a frase é o fato de ser uma unidade comunicativa de sentido completo.
Na fala, a frase é marcada por uma entoação: na escrita, a entoação é indicada por sinais de pontuação.
A frase sem um verbo é chamada de frase nominal.

ORAÇÃO

É o enunciado que se organiza a partir de um verbo. Ela pode ter sentido sozinha, construindo a oração absoluta de um período simples, ou fazer parte de um período mais complexo. Nesse caso, passa a ser uma das orações de um período composto, caso em que não possui, necessariamente, sentido completo.
Toda oração contém um verbo (ou locução verbal) e não poderá haver dois verbos (ou duas locuções verbais) numa única oração.
Dessa forma, “Fogo!” é uma frase, mas não é uma oração.
Já “O homem pediu fogo.”, é uma frase constituída de uma oração.

PERÍODO

Chamamos período à frase constituída de uma ou mais orações, formando um todo, com sentido completo. O período pode ser simples ou composto.
O período é simples quando constituído por apenas uma oração (oração absoluta):
O galo cantou.

O período é composto quando constituído por duas ou mais orações:
O galo cantou quando o leiteiro chegou.

6º ANO - COMUNICAÇÃO - Código e linguagens

Leia:









A comunicação ocorre quando interagimos com outras pessoas utilizando linguagem.
Para que haja comunicação, podem ser utilizados gestos, palavras, expressões corporais e faciais (código). Tudo isso também é linguagem.
Linguagem é um processo comunicativo pelo qual as pessoas interagem entre si.
Código – conjunto de sinais que nos permite estabelecer comunicação com os outros indivíduos.

Linguagem verbal e linguagem não-verbal

ELEMENTOS PARA A COMUNICAÇÃO

Para que a comunicação a aconteça por meio do código verbal, são necessários seis elementos:
Emissor – quem deseja comunicar-se.
Receptor – a quem a mensagem se destina.
Mensagem – a(s) informação(ões) transmitida(s).
Referente – o assunto da mensagem.
Contato – constituído pelo CANAL (suporte físico que transporta a mensagem) e a CONEXAO PSICOLÓGICA (o desejo de transmitir do emissor e a atenção do destinatário).
Código – sistema de elementos linguísticos selecionados e de regras para combiná-los, conhecido tanto pelo emissor quanto pelo receptor.

Dependendo do tipo de sinal utilizado, a linguagem pode ser:
·         verbal – é uso da escrita ou da fala como meio de comunicação.











·         não-verbal - é o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, postura corporal, pintura, música,  escultura e gestos como meio de comunicação. 








As variedades linguísticas

Leia:
Tipos de Assaltantes

O texto de humor que segue foi veiculado na internet.

"Assaltante Nordestino"
-Ei bichim...Isso é um assalto...arriba os braço e não se bula num se cague e num faça munganga...Arrebola o dinheiro no mato e não faça pantim se não eu enfio a peixeira no teu bucho e boto teu fato pra fora...Perdão meu padim Ciço,mas é que eu tô com uma fome da moléstia. 

"Assaltante Mineiro"
-Ô sô,prestenção...isso é um assarto,uai...levanta os braço e fica quetin que esse trem na minha mão,tá cheio de bala...Mió passa logo os trocados que eu num tô bão hoje.Vai andando, uai!!!

"Assaltante Gaúcho"
- O gurí ficas atento...Báh,isso é um assalto...levanta os braços e te aquieta,Tchê!!Passa os pila pra cá...e te manda a la cria,senão os quarenta e quatro fala!

"Assaltante Carioca"
-Seguiiiinte bicho...tu te ferrô, isso é um assalto...passa a grana e levanta os braços,rapá...não fica de boboeira que eu atiro bem pra caraca, rapá...vai andando..e se olhar pra trás vira presunto.

"Assaltante Baiano"
-Ô meu rei...(longa pausa), Isso é um assalto...(longa pausa),levanta os braços e num se avexe não....(longa pausa),se não quiser nem precisa levantar,pra não ficar cansado...(longa pausa),vai passando a grana bem devagarzinho...(longa pausa),num repara se o berro tá sem bala,é pra num ficá pesado...num esquenta irmãozinho...(longa pausa),vou deixar teus documentos na encruzilhada.

"Assaltante Paulista"
-Ôrra meu...isso é um assalto,meu...levanta os braços ,meu...passa logo a grana,meu...mais rápido,meu...que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingresso do jogo do Corinthians,meu...pô se manda,meu...

O primeiro contato que nós temos com a língua é em casa, com a família e as pessoas do convívio social. O vocabulário vai ampliando e, finalmente, nos tornamos bons usuários dela, tanto para falar ou ouvir, escrever ou ler.
O contato que temos com diferentes pessoas, em outros ambientes como no trabalho, na rua e na escola, observamos que nem todos falam como nós por diversos motivos: região diferente; por ser mais velha ou mais jovem; por possuir maior ou menor grau de escolaridade; por pertencer a diferente classe social. Essas diferenças formam as variedades linguísticas.

·         Variedade linguística é cada um dos sistemas em que uma língua se diversifica, em função das possibilidades de variação de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe).
·         Norma culta ou padrão é a variedade linguística de maior prestígio social.
·         Variedade não padrão ou língua não padrão  são todas as variedades linguísticas diferentes da padrão.

Há muitos preconceitos sociais em relação a variedades não padrão, mas elas são válidas e têm valor nos grupos de comunidades em que são usadas. Contudo, em situações sociais que exigem maior formalidade – como uma entrevista para obter um emprego, um requerimento, uma carta dirigida a um jornal ou uma revista, uma exposição pública, uma redação num concurso público -, a variedade linguística exigida quase sempre é a padrão. Nesse caso, não usamos abreviações, reduções de palavras, nem termos coloquiais, e, sim, uma linguagem chamada língua formal.
Se tratarmos com pessoas mais próximas, ou seja, se há maior intimidade entre os interlocutores, empregamos a linguagem informal, que se caracteriza pelo uso de termos coloquiais e de gírias.

·         Língua formal é a linguagem mais bem cuidada, falada entre pessoas de menor intimidade.
·         Língua informal é a linguagem mais familiar usada entre pessoas de menor cerimônia.

Gíria

A gíria é uma das variedades que uma língua pode apresentar. É uma forma de linguagem baseada em um vocabulário especialmente criado por um determinado grupo social com o objetivo de servir de emblema para os seus membros, distinguindo-se  dos demais falantes da língua, como o dos faz de rap, de funk, de heavy metal, os surfistas, os skatistas, os grafiteiros, os policiais, etc. Quando restrita a uma profissão, a gíria é chamada de jargão. É o jargão dos jornalistas, dos médicos, dos dentistas e outras profissões. 

domingo, 30 de janeiro de 2011

DINÂMICA DE GRUPO PARA O 1º DIA DE AULA

Entrevista comigo mesmo daqui a dez anos

Objetivos: 
Possibilitar o aparecimento das fantasias dos jovens em relação ao futuro; discutir as metas que gostariam de alcançar durante os próximos dez anos.

Desenvolvimento: 

1. Grupo em círculo, sentado.

2. Pedir que fechem os olhos e pensem na pessoa que são hoje. O facilitador deve dizer a data do dia, incluindo o ano.

3. Solicitar que dêem um salto no tempo e se imaginem dez anos depois. Visualizar-se nesse novo tempo: como estão, o que estão fazendo, com quem estão. Tempo.

4. Dizer ao grupo que, ao abrir os olhos, todos, inclusive o facilitador, estarão dez anos mais velhos. O facilitador fala a data do dia acrescida de mais dez anos. Abrir os olhos.

5. Cada participante deve contar ao grupo o que realizou nesses dez anos, como está em sua vida pessoal e profissional, o que conseguiu, como se sente.

6. Quando todos tiverem falado de si, pedir que fechem novamente os olhos e se recordem de como eram dez anos atrás. O facilitador diz a data do dia e do ano atual, trazendo-os de volta.

7. Abrir os olhos e reencontrar-se no presente.

8. Plenário - discutir os seguintes pontos:
- É difícil imaginar o futuro? Por quê?
- O que mais lhe chamou a atenção em você mesmo e/ou nos demais?
- O que é preciso para realizar seus sonhos? O que você pode fazer agora para que esses sonhos se transformem em realidade?

9. Fechamento: o facilitador pontua para o grupo que as escolhas que fazemos no presente são orientadas pela visão de futuro que projetamos para nós mesmos.

TEXTO REFLEXIVO - 1º DIA DE AULA

 A vaquinha.

Um mestre passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas.
 Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou: "Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?"
E o homem calmamente respondeu: "Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo."
O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou: Pegue a vaquinha, leve-a ao precipício e empurre-a, jogue-a lá embaixo."O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo .
Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, até que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar àquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez.
Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu: "Continuam morando aqui."
Espantado, o discípulo entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
"Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida? "
E o homem, entusiasmado, respondeu: "Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que podíamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora!"