“A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

Paulo Freire

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO - ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS E ASSINDÉTICAS

Saímos à noite, passeamos, fomos ao cinema.

      Um período pode ser simples ou composto.

      Período simples – é formado por apenas uma oração, chamada de oração absoluta.
          Ex: Saímos à noite. (oração absoluta)

      Período composto – é formado por mais de uma oração.
        Ex: Saímos à noite, passeamos, fomos ao cinema.

      Há entre as três orações que compõem esse período uma relação de sentido, mas uma não depende de outra sintaticamente. Elas têm sentido próprio e são independentes.

      As orações independentes de um período recebem o nome de orações coordenadas. O período formado apenas por orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação.

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS

As orações coordenadas são classificadas em assindéticas ou sindéticas.

Coordenadas assindéticas

Orações coordenadas assindéticas são aquelas que não vêm introduzidas por CONJUNÇÃO.

Ex: Encontrei meu filho na porta da escola; ele estava contente.

Coordenadas sindéticas

Orações coordenadas sindéticas são aquelas introduzidas pelas conjunções coordenativas.

Exs:
Peguei a mochila e fui para a escola.
                             O.C.SINDÉTICA ADITIVA

Ela preparou-se bem, mas não passou no teste.
                                   O.C.SINDÉTICA ADVERSATIVA

Ele fez um bom trabalho; portanto, merece a nota máxima.
                                               O.C.SINDÉTICA CONCLUSIVA

Entre já na sala ou perderá o exame.
                          O.C.SINDÉTICA ALTERNATIVA

Não corra, que você pode tropeçar.
                  O.C.SINDÉTICA EXPLICATIVA

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

8º ANO - ATIVIDADES


Período Composto por Coordenação / Orações coordenadas

 Leia a tira e seguir e responda às questões:


  1. Observe que na tira acima temos alguns períodos por coordenação:
a)      Transcreva da tirinha as formas verbais presentes.
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b)      Qual é a oração coordenada explicativa presente no 2º quadrinho?
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c)      Qual o valor semântico da conjunção em destaque na oração “ou pra mostrar ação”?
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d)     Retire do 3º quadrinho uma oração coordenada aditiva e sublinhe a conjunção.
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2. Releia agora o 3º quadrinho.


a)      Identifique a conjunção presente na frase dita pelo personagem.
.......................................................................................................................................
b)      Informe o valor semântico da conjunção no contexto em que foi empregada.
.......................................................................................................................................

3. Observe a relação semântica existente entre as orações de cada item seguinte e una-as numa única frase. Utilize as conjunções coordenativas e, nem, mas, porém, porque, pois, logo.
a)      É um bom funcionário. É um pouco distraído.
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b)      Pense bem. Aja moderadamente.
.......................................................................................................................................
c)      Aquele aluno não estudou de forma correta. Foi reprovado.
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d)     Liguei várias vezes para você. Não atendeu.
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e)      Não pude ir à escola hoje. Jamais me encontraria lá.
.......................................................................................................................................

    4. Faça a associação das conjunções coordenativas destacadas nas frases seguintes a um destes valores semânticos:
ü      ADIÇÃO
ü      CONCLUSAO
ü      ALTERNÂNCIA
ü      OPOSIÇÃO
ü      EXPLICAÇÃO

a)      Os meninos não entenderam o assunto; entretanto disseram que sim.
.......................................................................................................................................
b)      A menina está se preparando para o concurso do BB há dias; logo, deverá ser aprovada.
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c)      Procure após o intervalo, pois estarei em casa.
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d)     Quer queira, quer não queira, os filhos acompanham os pais nas viagens.
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e)      Iremos embora que já anoiteceu.
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

FÁBULAS

O Lobo e o Burro (Fábula)

      Um burro estava comendo quando viu um lobo escondido espiando tudo que ele fazia. Percebendo que estava em perigo, o burro imaginou um plano para salvar a sua pele.Fingiu que era aleijado e saiu mancando com a maior dificuldade. Quando o lobo apareceu, o burro todo choroso contou que tinha pisado num espinho pontudo.

      — Ai, ai, ai! Por favor, tire o espinho de minha pata!
      Se você não tirar, ele vai espetar sua garganta quando você me engolir. O lobo não queria se engasgar na hora de comer seu almoço, por isso quando o burro levantou a pata ele começou a procurar o espinho com todo cuidado. Nesse momento o burro deu o maior coice de sua vida e acabou com a alegria do lobo. Enquanto o lobo se levantava todo dolorido, o burro galopava satisfeito para longe dali.


O Ratinho, o Gato e o Galo (Fábula)

Certa manhã, um ratinho saiu do buraco pela primeira vez. Queria conhecer o mundo e travar relações com tanta coisa bonita de que falavam seus amigos. Admirou a luz do sol, o verdor das árvores, a correnteza dos ribeirões, a habitação dos homens. E acabou penetrando no quintal duma casa da roça.

— Sim senhor! É interessante isto! Examinou tudo minuciosamente, farejou a tulha de milho e a estrebaria. Em seguida, notou no terreiro um certo animal de belo pêlo, que dormia sossegado ao sol. Aproximou-se dele e farejou-o, sem receio nenhum. Nisto, aparece um galo, que bate as asas e canta. O ratinho, por um triz, não morreu de susto. Arrepiou-se todo e disparou como um raio para a toca. Lá contou à mamãe as aventuras do passeio.

— Observei muita coisa interessante — disse ele.
— Mas nada me impressionou tanto como dois animais que vi no terreiro. Um de pêlo macio e ar bondoso, seduziu-me logo. Devia ser um desses bons amigos da nossa gente, e lamentei que estivesse a dormir impedindo-me de cumprimenta-lo. O outro… Ai, que ainda me bate o coração! O outro era um bicho feroz, de penas amarelas, bico pontudo, crista vermelha e aspecto ameaçador. Bateu as asas barulhentamente, abriu o bico e soltou um có-ri-có-có tamanho, que quase caí de costas. Fugi. Fugi com quantas pernas tinha, percebendo que devia ser o famoso gato, que tamanha destruição faz no nosso povo. A mamãe rata assustou-se e disse:

— Como te enganas, meu filho! O bicho de pêlo macio e ar bondoso é que é o terrível gato. O outro, barulhento e espaventado, de olhar feroz e crista rubra, filhinho, é o galo, uma ave que nunca nos fez mal. As aparências enganam.


A Lagarta

Imóvel sobre uma folha, a lagarta olhou em torno  e viu todos os insetos em contínua movimentação - alguns cantando, outros slatando, outros ainda correndo ou voando. Pobre criatura, era a única que não tinha voz que não sabia nem correr nem voar.

Com grande esforço começou a mover-se, mas tão lentamente que quando passou de uma folha para outra sentiu-se como se tivesse dado a volta ao mundo.

No entanto não tinha inveja de ninguém. Sabia que era uma lagarta e que as lagartas precisam aprender a tecer finos fios, com grande habilidade, até construirem uma casinha para si mesmas.

E então pôs-se a trabalhar.
Dentro em breve a lagarta estava envolvid num macio casulo
- E agora? pensou ela.
- Agora espere, respondeu uma voz. - Tenha um pouco mais de paciência e você verá.

Quando chegou o momento a lagarta acordou, e não era mais uma lagarta.


A galinha e os ovos de ouro

Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha que punha todo dia um ovo de ouro.

Supondo que devia haver uma grande quantidade de ouro em seu interior, eles a mataram para que pudessem pegar tudo.

Então, para surpresa deles, viram que a galinha em nada era diferente das outras galinhas.

O casal de tolos, desse modo, desejando ficarem ricos de uma só vez, perderam o ganho diário que tinham assegurado.



Moral da História:
Quem tudo quer acaba ficando sem nada


As Árvores e o Marchado

Um homem foi à floresta e pediu às árvores, para que estas lhe doassem um cabo para o seu machado novo. O conselho das árvores então decide concordar com o seu pedido, e lhe dá uma jovem árvore para este fim.
E logo que o homem coloca o novo cabo no machado, começa furiosamente a usá-lo, e em pouco tempo, já tinha derrubado com seus fortes golpes, as maiores e mais nobres árvores daquela floresta.
Um velho Carvalho, observando a destruição à sua volta, comenta desolado com um Cedro seu vizinho:
O primeiro passo significou a perdição de todas nós. Se tivéssemos considerado os direitos daquela jovem árvore, também teríamos preservado os nossos, e poderíamos ficar de pé ainda por muitos anos.

Autor: Esopo

Moral da História: Quem menospreza seu semelhante, não deve se surpreender se um dia lhe fizerem a mesma coisa.


O Leão e o Rato

Um Leão dormia sossegado, quando foi acordado por um Rato, que passava correndo em cima de seu rosto. Com um ataque ágil ele o agarrou, e estava pronto para matá-lo, ao que o Rato implorou:

Por favor, se o senhor me soltar, tenho certeza que um dia poderia retribuir sua bondade. Rindo por achar ridícula a idéia, assim mesmo, ele resolveu solta-lo.

Pouco tempo depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se.

O Rato, ouvindo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse:

O senhor riu da ideia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer favor em troca do seu! Mas agora sabe, que mesmo um pequeno Rato é capaz de retribuir um favor a um poderoso Leão.

Autor: Esopo

Moral da História: Os pequenos amigos podem se revelar os melhores e mais leais aliados.

O Lobo e a Ovelha

Um lobo, muito ferido devido à várias mordidas de cachorros, descansava doente e bastante alquebrado em sua toca.

Como estava com fome, ele chamou uma ovelha que passava ali perto, e pediu-lhe para trazer um pouco da água de um riacho que corria ao lado dela.

Assim, falou o lobo, se você me trouxer água, eu ficarei em condições de conseguir meu próprio alimento.

Claro, respondeu a ovelha, se eu levar água para você, sem dúvida eu serei esse alimento. Autor: Esopo

Moral da História: Um hipócrita não consegue disfarçar suas verdadeiras intenções, apesar das palavras gentis.



O Cego e o filhote de Lobos

Um Cego de nascença tinha a capacidade de distinguir diferentes animais, apenas tocando-os com suas mãos.

Trouxeram-lhe então um filhote de Lobo, e colocando-o em seu colo, pediram que o tocasse e depois descrevesse que animal era aquele.

Ele correu as mãos sobre o animal, e estando em dúvida, disse:

Eu com certeza não sei se isto é o filhote de uma Raposa ou o filhote de um Lobo; mas de uma coisa eu tenho certeza, ele jamais seria bem vindo dentro de um curral de ovelhas.

Autor: Esopo

Moral da História: As más tendências são mostradas já na primeira infância.


O Ladrão e o Cão de Guarda

Um ladrão veio à noite com o intuito de assaltar uma casa. Ele trazia consigo vários pedaços de carne, para que pudesse acalmar um bravo Cão de Guarda que vigiava o local. A carne serviria para distraí-lo, e assim não chamar a atenção do seu dono com latidos.

Assim que o ladrão jogou os pedaços de carne aos pés do cão, este exclamou:

Se você estava querendo calar minha boca, cometeu um grande erro. Tão inesperada gentileza, apenas serviram para me deixar ainda mais atento. Sei que por trás dessa cortesia sem motivo, você deve ter algum interesse oculto para beneficiar a si mesmo e prejudicar o meu dono.

Autor: Esopo

Moral da História: Gentilezas inesperadas é a principal característica de uma pessoa com más intenções.



O Cachorro e Sua Sombra

Um cachorro, que levava na boca um pedaço de carne, ao atravessar uma ponte sobre um riacho, vê sua imagem refletida na água. Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.

Então, ele deixa cair no riacho o pedaço que carrega, e ferozmente se lança sobre o cachorro refletido na água, para tomar o pedaço de carne que pensa ser maior que a sua.

Agindo assim ele perdeu a ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza levou para longe.

Autor: Esopo

Moral da História: É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo duvidoso.


O Galo de Briga e a Águia

Dois galos estavam disputando em violenta briga, o direito de chefiar o galinheiro de uma fazenda. Por fim, um põe o outro para correr e sai vencedor.

O Galo derrotado afastou-se e foi se recolher num canto sossegado do galinheiro.

O vencedor, sobe até o alto de um muro, bate as asas e faceiro canta com toda sua força.

Uma Águia que voava por ali perto, lançou-se sobre ele e com um golpe certeiro levou-o preso em suas poderosas garras.

O Galo derrotado saiu do seu canto, e daí em diante reinou totalmente livre de concorrência.

Autor: Esopo

Moral da História: O orgulho e a arrogância é o caminho mais curto para a ruína e o infortúnio. 


Saiu do casulo com duas lindas asas brilhantes e coloridas, e imediatamente voou bem alto no céu, aquela linda Borboleta.



TEXTO: A HERANÇA E A PONTUAÇÃO



Um homem rico agonizava em seu leito de morte. Pressentindo que o fim estava próximo, pediu papel e caneta e escreveu:
Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.
Mas morreu antes de fazer a pontuação. Para quem o falecido deixou a sua fortuna? Eram quatro concorrentes:

1. O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2. A irmã chegou em seguida e pontuou assim:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3. O padeiro pediu cópia do original e puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4. Aí chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:
"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação. E isso faz toda a diferença."

sábado, 19 de fevereiro de 2011

6º ANO - VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

EXERCÍCIOS
DOCUMENTO DE MATUTO

(Luiz Gonzaga)

Sol escaldante
A terra seca
E a sede de lascá
Sem ter jeito prá vivê
Com dez fío prá criá
Foi por isso seu moço
Que eu saí em busca
De
outro lugar

E com lágrimas nos óio
Eu deixei meu torrão nata } bis
Eu vim procurar trabalho
Não foi riqueza que eu vim buscar
Peço a Deus vida e saúde
Prá família pudê sustentá
Seu moço o documento
Que eu tenho pra mostrá
São essas mão calejada

1. Reescreva o texto utilizando a linguagem padrão.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

6º ANO - TEXTO NARRATIVO - UMA HISTÓRIA DE AVENTURA




Narração é o relato de acontecimentos, reais ou fictícios, com a participação de personagens cujas ações são contadas por um narrador.
O texto narrativo apresenta um enredo, formado por uma sequência de fatos dos quais participam personagens, em determinado lugar e em determinado tempo.
Em geral, o enredo de um texto narrativo apresenta as seguintes partes:
·                          introdução ou apresentação: começo da história em que se situam os fatos iniciais,;
·                          conflito: acontecimento que altera a situação inicial e complica o enredo;
·                          clímax: momento de maior tensão, quando o conflito atinge seu ponto máximo;
·                          conclusão ou desfecho: solução do conflito, que pode ser feliz, cômica, trágica, surpreendente.

Numa narrativa costuma haver os elementos a seguir:
·                          Fatos: conjunto de acontecimentos encadeados que constituem o enredo ou a trama.
·                          Personagens: pessoas ou seres personificados que vivem os fatos narrados; podem ser protagonistas, antagonistas ou personagens secundários.
·                          Tempo: época em que a história se passa; quanto tempo duram os fatos.
·                          Lugar: espaço ou cenário onde ocorrem os fatos.
·                          Narrador: aquele que conta os fatos: pode ser personagem ou observador.


Os homens do ar

Em sua prisão, Dédalo continuava a trabalhar. Porém, cansado dessa estadia forçada em Creta e querendo voltar para Atenas, pôs o filho a par de suas intenções:


“Minos pode nos fechar os caminhos da terra e das águas, mas o dos céus permanece aberto. É por ele que iremos. Minos pode ser senhor de tudo, menos do ar!”

Tratou então de inventar uma nova arte que iria proporcionar ao homem meios antes nunca experimentados. Arrumou numa linha, regularmente, penas de pássaros, alternando as curtas e as compridas. Grudou todas elas com cera e depois as curvou de leve para imitar as asas dos pássaros. O jovem Ícaro ajudava desajeitadamente seu pai nessa delicada montagem. Dois pares de asas saíram das mãos do artesão. Pai e filho as prenderam aos ombros. Milagre! Bastava agitá-las para sair do solo.
Essa sensação nova encantou o jovem Ícaro. Antes de levantar voo, Dédalo beijou o filho e lhe fez as últimas recomendações:

“Mantenha distância do oceano para que o ar úmido não torne suas asas pesadas demais. Mas também não vá muito alto, senão o calor do sol  irá queimá-lo. Voe entre os dois e procure me seguir.”

Creta já ficara para trás, quando o rapaz quis ganhar um pouco de liberdade. Afastando-se do guia, voou mais alto, cada vez mais alto, na direção do sol ardente. O calor não demorou a amolecer a cera que unia as penas, e elas se soltaram e dispersaram ao sabor das correntes de ar quente. O garoto agitou os braços nus... Mas já não tinha apoio no ar. Seu corpo caiu pesadamente e desapareceu nas profundezas do oceano. Ele mal teve tempo de gritar o nome do pai. Dédalo se virou tarde demais. Lá embaixo, viu a água escura marcada por um ponto de espuma. Amaldiçoou seu invento e deu cabop dele assim que chegou a Atenas.

POUZADOUX, Claude. Contos e lendas da mitologia grega.


O texto Os homens do ar conta uma história, portanto é um texto narrativo. Observe a presença de fatos.


a)      Os fatos narrados podem ser reais ou imaginários. Após a leitura desse texto você observou se os fatos são reais ou fictícios? Retire elementos do texto que possam justificar sua resposta.
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b)      O personagem principal recebe o nome de protagonista. Qual é o protagonista do texto lido?
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c)      O personagem que participa menos dos fato chama-se personagem secundária. Nessa narrativa quem é o personagem secundário?
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d)     O que Dédalo pensou quando resolveu voltar para Atenas e revelou a seu filho suas intenções? Retire o fragmento do texto.
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e)      Qual a invenção de Dédalo pensando em proporcionar ao homem uma sensação de liberdade?
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f)       Dédalo, ao prender o invento em Ícaro, seu filho, fez uma recomendação. Qual recomendação foi essa?
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g)      Quem conta os fatos no texto é próprio narrador, quando a história é contada por um dos personagens, temos o narrador-personagem, ou narrador em 1ª pessoa. Se o narrador não participa dos fatos, recebe o nome de narrador-observador, ou narrador em 3ª pessoa.
► No texto, qual é o tipo de narrador? Justifique sua resposta.
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h)      Nos textos narrativos um fato desencadeia outro.
·                          Que fez Ícaro para provocar sua queda?
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·                          Qual a mensagem dessa sequência de fatos?
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NARRAÇÃO (NARRADOR - PERSONAGEM)

Narrador-personagem é aquele que conta a história e também é um dos personagens. Ele se situa nos acontecimentos e fala de si, empregando verbos e pronomes na 1ª pessoa (eu).

Santinho

Lembro-me com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka.Curioso: porque escrevi "Dona Ilka" e não Ilka? Talvez por medo de que elas e materializasse aqui do meu lado e exigisse o "Dona", onde se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o"tia". Elas podiam ser boas e até maternais, mas decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena comum perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.
Eu era um aluno "bem-comportado". Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka.Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar o quê. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula,com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá para ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.)1 Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona llka ter me chamado de "santinho do pau oco".
Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação.Eu era um falso. Um santo falsificado! Não vou dizer que todas as minhas dúvidas existenciais datem do epíteto da Dona Ilka, mas, depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes em que um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.
Já outra professora quase destruiu para sempre qualquer pretensão minha à originalidade literária. Era para fazer uma redação em aula sobre a ociosidade, e eu não tinha a menor idéia do que era ociosidade. Se a palavra fora mencionada em aula, tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio, em que o corpo ficava ali, mas a mente ia passear. E então, me achando formidável, fiz uma redação inteira sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade sem saber o que é isso, sua agonia e finalmente sua decisão de fazer uma redação sobre a ociosidade, etc. A professora chamou a atenção de toda a classe para a minha redação. Eu era um exemplo de quem acha que com esperteza pode-se deixar de estudar e por isto estava ganhando um zero exemplar. Só faltou me chamar de original do pau oco.
Enfim, sobrevivi. No ginásio, todos os professores eram homens, mas não lembro de nenhuma marca que algum deles tenha deixado. As relações com as nossas pseudo-mães, no primário, eram muito mais profundas. As duas histórias que eu contei não têm nenhuma importância. Mas olha as cicatrizes.
(Luís Fernando Veríssimo)

1. Releia este trecho:
Eu era um aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído.

a)      Em que pessoa estão as formas verbais e o pronome destacado?

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b)      O narrador participa dos fatos que relata, ou fica de fora das ações?
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2. Na narração, além do narrador, há também os personagens, que vivem os acontecimentos da história.
a) Nesse texto, quem é o personagem? Justifique sua resposta.
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b)      Pode-se dizer que há um narrador-personagem, ou seja, que narra e faz parte da história? Por quê?
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3. Outros dois elementos importantes da narrativa são o espaço e o tempo em que a história acontece.
* Em que local e tempo ocorrem os fatos?
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4. Qual o enredo ou os fatos narrados?
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5. O que o autor quis dizer com “faço verdadeiras faxinas na memória”?
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6. Quais os adjetivos usados pelo autor no texto para caracterizar-se?
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7. Na sua opinião, por que ele fala que ganhou um zero exemplar? Qual sua atitude para que a professora fizesse isso?
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8º ANO - ATIVIDADES - CONJUNÇÕES COORDENADAS

  1. Observe a tirinha a seguir e responda às questões.


a)      Quantos períodos há na tirinha? Identifique-os e classifique-os.
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b)      Extraia da historieta um exemplo de coordenação  comente o tipo de relação que se estabelece.
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c)      Considere as frases: “Você tem talento pra cozinha!” e “Você devia fazer um curso de gastronomia!”. Ligue-as por coordenação, estabelecendo uma relação de conclusão e de explicação.
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  1. Junte as orações numa só frase, usando a conjunção coordenativa indicada entre parênteses.
a)      Ele merecia um castigo. Os pais resolveram perdoá-lo. (entretanto)
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b)      As crianças brincavam na areia. Corriam para o mar. (ora)
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c)      Nosso time se esforçou. Não conseguiu vencer. (no entanto)
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d)     Pegue um agasalho. Está começando a esfriar. (que)
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e)      A festa estava ótima. Tivemos de voltar cedo. (todavia)
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  1. Classifique as conjunções coordenativas, usando o código:
(a)    aditiva
(b)   adversativa
(c)    conclusiva
(d)   alternativa
(e)    explicativa

(    ) Ele não veio à aula nem me avisou.
(    ) No intervalo, as pessoas trocam ideias ou discutem outros temas.
(    ) Tentei informá-lo da grande tempestade, mas os telefones estavam fora de área.
(    ) Vocês são colegas, logo devem ajudar uns aos outros.
(    ) Aqueles livros não só ensinam como também divertem as crianças.



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

8º ANO - CONJUNÇÃO


Conjunção é a palavra invariável usada para ligar elementos linguísticos: palavras, grupo de palavras, orações, frases.
As conjunções são classificadas como coordenativas e subordinativas. É importante identificar as relações semânticas (ou de sentido) e sintáticas (de coordenação ou independência; de subordinação ou dependência)  entre as orações.

AS CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

As conjunções que simplesmente coordenam orações, sem que entre elas se estabeleça uma relação de dependência sintática, são consideradas coordenativas.
·                          Aditivas = exprimem uma relação de soma, de adição): e, nem, não só.. mas também.
O menino pulava e gritava de dor.

·                          Adversativas = exprimem uma relação de contraste, de oposição): mas, porém, contudo, todavia, no entanto, não obstante.
Adoro quibe cru, mas sei que me faz mal.

·                          Alternativas = exprimem uma relação de alternância, de exclusão: ora, quer, seja, nem.
O bebê ora está chorando, ora está dormindo.

·                          Conclusão = exprimem uma relação de conclusão: logo, pois (posposto ao verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim.
O candidato fez uma bela campanha, portanto deverá se eleger.

·                          Explicativas = exprimem uma relação de explicação: pois (anteposto ao verbo), que, porque, porquanto.
Os convidados deverão ter paciência, pois o jantar só será servido depois das nove horas.


Quando uma conjunção é formada de duas ou mais palavras, recebe o nome de locução conjuntiva.
Começamos a jantar assim que ele chegou.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

7º e 8º - ATIVIDADES (FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO)

1. Das frases abaixo relacionadas, indique as que contêm oração ou orações:
(    ) Que dia quente!
(    ) Belas, as manhãs sertanejas!
(    ) Estou em Monteiro há onze anos.
(    ) O aluno compreende perfeitamente o olhar do professor .
(    ) Silêncio!
(    ) O sol brilhava no céu nordestino.

2.  Assinale as alternativas em que não há oração:
(    ) Havia muita gente naquela festa.
(    ) Socorro!
(    ) Que tristeza!
(    ) Aquele aluno nao se saiu bem na avaliação.
(    ) Despediu‑se da esposa antes de viajar para aItália.
(    ) Atenção, curva sinuosa!
(    ) Banco do Brasil.

3.  Destaque os verbos e informe se as frases abaixo contêm uma ou mais orações.
a) Governo anuncia remédios gratuitos para hipertensão e diabetes.
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b) Rivaldo domina, faz a finta na área e marca o seu 1º no São Paulo.
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c) Laje de shopping em construção desaba e soterra operário em SP.
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d) Carro cai em rio congelado nos EUA e três pessoas morrem.
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